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Como Firmar o Anjo da Guarda na Quartinha (Umbanda): passo a passo e cuidados

Como Firmar o Anjo da Guarda na Quartinha (Umbanda): passo a passo e cuidados

Ao falar de Umbanda, muitos médiuns buscam caminhos simples para fortalecer a ligação com o sagrado presente em si. Neste artigo, você vai entender como firmar o Anjo da Guarda na quartinha, seguindo a proposta apresentada na transcrição: uma prática de fé voltada à purificação, proteção e constância espiritual no dia a dia.

Importante: o texto abaixo respeita a tradição descrita na transcrição (Umbanda). Não substitui orientação do seu terreiro e não deve ser tratado como “regra universal”. Se no seu espaço houver variações, siga sempre a chefia espiritual da sua casa.

O que é a quartinha do Anjo da Guarda na Umbanda

A quartinha funciona como um “porto” de atenção espiritual no cotidiano. Na prática descrita, ela é preparada para receber a presença e o assentamento do que se entende como Anjo da Guarda, favorecendo uma conexão contínua.

A transcrição associa essa firmeza à vibração de Oxalá e à cor branca — pois Oxalá representa a fé, a luz e a elevação. Por isso, o rito é pensado para ser feito com recolhimento, intenção firme e cuidados com os elementos.

Materiais necessários (conforme a transcrição)

Separe antes, para fazer tudo com calma e sem interrupções. Você vai precisar de:

  • Água mineral (não de torneira)
  • Uma quartinha de louça branca
  • Uma vela de sete dias branca
  • Um obi (vendido em loja de Umbanda)
  • Sete pedras de cristal de quartzo branco
  • Mel (um fiozinho)

Louça com asa: como identificar

Na transcrição, há uma orientação prática:

  • Se for menino: quartinha de louça branca sem asa.
  • Se for menina: quartinha de louça branca com asa.

Quando fazer: dia, horário e ambiente

A prática sugere um direcionamento de tempo e vibração para favorecer a firmeza.

Dia preferencial: sexta-feira

Escolha uma sexta-feira em que você tenha segurança de não ser interrompido(a).

Horário preferencial: meio-dia

O texto indica fazer preferencialmente no meio-dia, por ser um horário em que se considera a vibração de Oxalá mais latente e intensa.

Local e disposição

  • Procure um local calmo na sua casa.
  • Escolha um momento específico.
  • Coloque música calma e, se desejar, em conexão com a tradição, faça mentalmente ou cante pontos de Oxalá.

A ideia central é que o rito não seja “mecânico”, mas um ato de fé aplicada.

Passo a passo para firmar o Anjo da Guarda na quartinha

A seguir está o roteiro da transcrição, em ordem para você acompanhar com clareza.

1) Preparar o obi: passar por 7 vezes pela cabeça

Com o seu obi em mãos:

  1. Passe o obi por toda a sua cabeça.
  2. Faça isso sete vezes.
  3. Enquanto realiza, faça o pedido de bênção a Pai Oxalá, solicitando:
    • força e luz
    • purificação
    • que o Anjo da Guarda possa fortalecer e se assentar
    • que o Anjo da Guarda possa se firmar e se conectar com você

A transcrição reforça que Oxalá se liga à , e por isso há essa associação com o Anjo da Guarda, bem como com a cor branca.

2) Colocar o obi dentro da quartinha

Depois de passar o obi 7 vezes, coloque o obi dentro da quartinha.

Um detalhe importante citado:

  • O obi que você compra é indicado como aquele que já vem na água.
  • Alguns obis podem não vir na água; nesse caso, a orientação do vídeo é seguir a opção que já vem pronta para a prática.

3) Adicionar as 7 pedras de quartzo branca

Na sequência, acrescente sete pedras — uma a uma — dentro da quartinha.

Esse passo é simbólico e também de alinhamento: cada pedra pode ser entendida como um reforço do seu pedido por proteção e sustentação da firmeza.

4) Completar com água mineral

Complete a quartinha com água mineral, em temperatura ambiente, conforme descrito.

  • Evite água de torneira.
  • Use água pronta em garrafa.

5) Colocar um fiozinho de mel e fechar

Antes de fechar a quartinha:

  • coloque um fiozinho de mel dentro.

O texto sugere que esse mel seja parte do rito de consagração.

6) Acender a vela de sete dias: postura e intenção

Ao lado da quartinha, coloque a vela de sete dias branca.

Em seguida, acenda a vela com uma postura de respeito e recolhimento. A transcrição menciona:

  • acender estando ajoelhado(a) de frente para a firmeza
  • bater cabeça de frente (curvar-se) diante do sagrado
  • pedir ao Anjo da Guarda que, a partir daquele momento, a quartinha possa:
    • conectar o seu sagrado interno
    • fortalecer e elevar
    • purificar e neutralizar negatividade
    • elevar a luz que você carrega em si

A prática aqui é essencialmente de intenção, reverência e fé.

7) Concluir com a firmeza pronta

Após acender e concluir o ritual, a transcrição orienta que a quartinha fique perto de você, para o cuidado diário.

A lógica é transformar o objeto consagrado em um “ponto” de presença espiritual no cotidiano.

Manutenção: firmar novamente a cada 7 dias

Segundo a transcrição, a continuidade é simples e objetiva.

Troca da vela e reposição da água

A cada sete dias você deve:

  • firmar uma nova vela
  • completar a água

A explicação dada é que a água tende a evaporar um pouco no período.

Não repetir o mel

O texto orienta:

  • colocar mel apenas na primeira vez que consagrou
  • depois, para não “virar meleca”, faça apenas reposições de água e vela a cada 7 dias

Por que a prática é tão ligada à fé e aos elementos?

Na transcrição, ser “bandista” aparece como um convite para entender que a espiritualidade também se expressa através dos elementos.

Ou seja: em vez de tratar a fé como algo só mental, o rito ensina uma relação concreta com o sagrado — água, vela, louça branca, cristal e obi — tudo amarrado por intenção.

Essa abordagem ajuda a manter constância e disciplina espiritual, sem depender apenas do momento da gira.

Cuidados e boas práticas (sem inventar fundamentos)

Para preservar a seriedade da prática descrita:

  • Faça com recolhimento e ambiente tranquilo.
  • Evite pressa; se possível, providencie tudo antes.
  • Respeite a chefia do seu terreiro: a casa pode ter ajustes.
  • Considere a higiene do objeto: a quartinha deve ser bem cuidada e mantida em local respeitoso.

Perguntas Frequentes

Posso fazer em outro dia que não seja sexta-feira?

Na transcrição, sexta-feira é a preferência. Se você não conseguir, busque orientação do seu terreiro. Em geral, o mais importante é manter recolhimento, intenção e constância — mas sem transformar a prática em “qualquer dia”.

Precisa ser no meio-dia?

A transcrição diz que é preferencialmente no meio-dia, ligado à vibração de Oxalá. Quando não for possível, valide com sua liderança espiritual o melhor ajuste para sua realidade.

O obi precisa vir na água?

Segundo o vídeo, o obi ideal para essa prática é o que já vem na água. Existem variações comerciais; se o seu obi não vier na água, confirme como proceder conforme a orientação recebida em sua casa.

Devo colocar mel toda semana?

Não. O roteiro afirma que o mel entra apenas na primeira consagração. Nas semanas seguintes, é feito somente complemento de água e nova vela.

Onde devo deixar a quartinha depois de pronta?

A transcrição orienta que fique perto de você, para o dia a dia. Se existir recomendação específica do seu terreiro quanto a local e forma de guardar, siga a casa.

Se eu for de outra linhagem, posso seguir igual?

Como o rito é apresentado como Umbanda, não é indicado “copiar” sem considerar seus fundamentos. O caminho responsável é pedir confirmação ao seu Pai/Mãe de santo e alinhar com a tradição da sua casa.

Conclusão

Firmar o Anjo da Guarda na quartinha na Umbanda, conforme a transcrição, é um exercício de fé com direção: escolher um dia e horário de preferência, preparar a quartinha com água mineral, obi e quartzo branco, consagrar com a vela branca de sete dias e manter a obra com reposição de água e nova vela a cada 7 dias.

Se você levar essa prática a sério — com respeito, recolhimento e constância — ela pode se tornar um ponto de sustentação espiritual no seu cotidiano.

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